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Carros autônomos: a nova era do automóvel

Você já ouviu falar sobre os carros autônomos? Pois, bem, vamos te explicar. Os carros autônomos são veículos que são operados por sistemas computacionais e motoristas nunca são obrigados a tomar o controle dessas máquinas. Os veículos autônomos são controlados por sistemas, sensores e softwares.

Mesmo nos dias atuais, não existem veículos legalizados a andar por aí pelas ruas do mundo inteiro. Essa tecnologia vem surgindo e crescendo rapidamente sendo o foco de muitas empresas de tecnologia como, por exemplo, o Google.

Embora carros cem por cento automatizados ainda não sejam legalizados, em alguns países, carros parcialmente automatizados são permitidos. Esse tipo de tecnologia revolucionaria, para sempre, o modo de transporte do mundo todo. Assim como quando os carros chegaram, os carros autônomos poderão estar disponíveis no mercado já nos próximos anos.

Mas se você não entende muito sobre os carros autônomos, não tem problema. Diferentes carros podem ter diferentes níveis dessa tecnologia, descritos de uma escala de 0 a 5, onde 0 representa que todos os comandos são exercidos pelo homem e 5, o sistema é totalmente automático.

Mas você se engana se pensa que somente o Google é interessado pela nova tecnologia. Uber, Tesla, Nissan e outras empresas tentam, todos os dias, desenvolver esses novos carros que, claro, para as empresas vai gerar um lucro intenso.

Diversos são os projetos, mas todos têm como base as informações obtidas por centenas de sensores, que serão usadas para o movimento do veículo, como um radar. Alguns projetos fazem uso do laser para criar um mapa interno, já outros preferem usar potentes câmeras.

O software traça um trajeto e processa, em tempo real, as informações que serão usadas para o sistema de frenagem, aceleração e motor. Regras de algoritmo e modelagem são usadas para diferenciar bicicletas e motocicletas.

Você sabe diferenciar um carro parcialmente autônomo e um totalmente autônomo? Os parcialmente autônomos são carros que, uma vez ou outra, pode solicitar a intervenção de um motorista, caso encontre problemas em seus sistemas. O totalmente autônomo pode nem mesmo pedir ajuda ao motorista.

Há aqueles que são interligados e conectados com outros carros autônomos ou com a infraestrutura da cidade. A ideia é que, no futuro, os carros tenham comunicação com semáforos e placas de limites de velocidade. Isso faria com que, em sinais vermelhos, ninguém furasse o sinal, ou em rodovias com limite de velocidade de até 90 quilômetros por hora, o carro, automaticamente, mantenha uma velocidade inferior.

Os softwares são menos propensos a cometer erros do que nós, seres humanos. Isso já foi provado em diversos ramos industriais. No entanto, a segurança ainda é um fator primordial. Os veículos autônomos podem reduzir o número de acidentes e mortes. Mas é preciso cautela.

A cautela é necessária já que o impacto na sociedade seria gigantesco. Milhares de pessoas perderiam seus empregos como, por exemplo, motoristas de táxi, transporte público, dentre outras. Mas, por outro lado, muita gente poderia ganhar a locomoção como pessoas que não podem conduzir a si próprio, idosos e deficientes, por exemplo.

Ainda se está sendo estudado o tipo de combustível para esses veículos. Caso fossem abastecidos com gasolina, as emissões na atmosfera poderiam disparar e se fossem elétricos, poderiam causar reduções significativas de poluentes ao ar.

No Brasil, os carros autônomos estão ainda no papel. Já que algumas marcas apenas colocam modelos quase que automatizados, mas longe do tão sonhado carro autônomo. De qualquer forma, estamos aqui à espera de um futuro melhor no transporte e torcendo para que essa tecnologia melhore a vida de muita gente. É questão de paciência e positivismo. Enquanto isso, os carros autônomos permaneceram, apenas, como um sonho de consumo.